Digamos que é a democracia “made in MPLA” no seu melhor e, é claro, uma forma altruístas e benemérita de o dono do regime mostrar ao mundo com quantos paus se constrói a canoa do regime.
Uma nota do Governo de Luanda distribuída hoje à Angop, indica que havendo necessidade de se dar cumprimento ao estipulado na Lei sobre o Direito de Reunião e de Manifestação, inerente à reserva de lugares públicos devidamente identificados e delimitados, foram indicados espaços nos nove municípios da província.
Tudo, portanto, dentro da legalidade e no respeito pelos mais nobres direitos democráticos, éticos e civilizacionais de todos aqueles que estão de acordo com o regime.
"Não é permitida a realização de actos públicos fora dos lugares indicados e o incumprimento do despacho faz incorrer os promotores em crime de desobediência", indica a nota assinada pelo governador interino, Graciano Domingos.
No município do Cacuaco, as pessoas podem manifestar-se nos campos da CAOP PARK (comuna da Funda), Panguila e da Cerâmica, enquanto no Cazenga, as manifestações são permitidas nos campos das Manguerinhas (comuna do Hojy Ya Henda), dos Bairros Unidos (Cazenga - zona 18) e da Casa Azul (Tala Hady- zona 19).
As pessoas que pretenderem se manifestar no município da Ingombota devem utilizar o Largo do Ponto Final (Ilha do Cabo) ou o campo de futebol da Chicala I. Já no Kilamba Kiaxi devem ser usados os campos de futebol do Camama (comuna do Camama) da Vila Rios (Vila Estoril) e o do Palanca (Palanca).
Segundo a nota, os manifestantes da Maianga podem reunir-se nos campos do Felício (comuna do Prenda, bairro Sagrada Esperança), do Katinton (Cassequel), enquanto os da Samba devem usar o da Camuxiba.
Nos municípios do Sambizanga e de Viana as pessoas podem manifestar-se no triângulo do Bairro Uíge (comuna do Ngola Kiluanje) nos campos de Luanda Sul, Bairro da Regedoria, e do MINDEF na CAOP-B.
Como se vê, o regime angolano não só dá total liberdade de manifestação como até escolhe os melhores lugares para que os manifestantes possam, em segurança, dizer o que pensam. É claro que, como em qualquer democracia, os manifestantes não podem escolher os locais porque, quem sabe da matéria, são os donos do país.
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