GUIA DE ACTIVISMO:
METODOS NÀO-VIOLENTOS E PREPARATIVOS PARA MANIFESTANTES CONTRA AS INJUSTIÇAS, MÁ GOVERNAÇÃO, CORRUPÇÃO, REPRESSÃO E CONTRA A DITADURA

- Adoptada no contexto angolano-
Como comportar-se e agir perante à repressão e o opressor
Durante o percurso da sua campanha você tem que cuidar da gestão de três tipos de recursos
apresentados tais como - humanos, materiais e tempo - você para implementar coloca
o plano em sentido inverso, mas você também irá prepara-lo para enfrentar as medidas da repressão que o seu adversário não vai deixar de usar.
Os métodos repressivos usados contra
um movimento de oposição são muitas e consistem
principalmente de pressão sobre seus membros e impedir ou
dificultar suas ações para evita-lo de agir de forma eficazr. Propomos, portanto, agora de aprender o máximo
possível para neutralizar a capacidade de seu adversário
para obstruir e controlar sua rede de comunicações interna e externa e, sua influência negativa sobre o moral de suas tropas: Se a moral dos activistas é alcançado e o adversário é capaz de antecipar todas  as ações de sua campanha, o movimento terá pouca chance de aplicação eficaz da sua estrategia não-violenta.
Os métodos repressivos de criar um clima de o medo, é um método frequentemente utilizado. O medo é uma reação que ocorre naturalmente em alguns circunstâncias,
quando o corpo e a mente se sentem ameaçados.
Despertar o medo é, portanto, uma ferramenta eficaz enfraquecer a capacidade de um movimento para agir. Então você vai aprender o que é medo, e como antenuar efeitos adversos através da comunicação e criar um clima de confiança dentro do seu movimento. Portanto, este é assuntos sérios, por isso sempre tenha em mente que não há vergonha em ser colocado na prisão por causa de seu compromisso com a liberdade e a democracia.

 
 

 

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PRS e Fundação 27 de Maio solidarizam-se com o jornalista William Tonet

13.10.2011
avo

Luanda - O secretariado executivo nacional do Partido de Renovação Social (PRS) manifestou-se – na última quarta-feira, 12, do corrente mês – preocupado, segundo um comunicado de imprensa enviado a este postal, com o modo de funcionamento da justiça no país, ao tomar conhecimento da  condenação do director do bisemanário Folha 8, o jornalista William Tonet, a um ano de prisão com pena suspensa, convertida em multa de 10 milhões de Kwanzas

Fonte: Club-k.net

“A aplicação de uma multa exorbitante e incomportável para o crime de que é acusado, viola os preceitos do Código Penal e se manifesta como mais uma forma grosseira de manipulação política do poder judicial por parte dos generais angolanos a quem o regime confia a sua protecção arbitrária”, lê-se ainda no comunicado.

  
No mesmo comunicado, o secretariado executivo nacional do PRS acrescenta que “o ordenamento jurídico angolano estabelece as penas mais leves para os crimes de injúria e difamação, e as multas devem ser compatíveis com os salários em vigor no país. A esse propósito, o salário mínimo em Angola é inferior a 10.000,00 Kwanzas (menos de US $100). Para além dos vícios legais que ditaram a sentença, sobre os quais os especialistas deverão pronunciar-se, o PRS aproveita a ocasião para manifestar a sua solidariedade ao jornalista William Tonet e encoraja-o a prosseguir com a sua missão profissional”.


“O PRS, lê-se ainda na nota, envidará esforços políticos para garantir a reposição da justiça e um ambiente de liberdade para que os jornalistas angolanos possam exercer as suas actividades sem medo de represálias físicas, financeiras, sociais e outras que o regime de José Eduardo dos Santos é useiro  e vezeiro em aplicar para asfixiar as consciências dos angolanos.”


Em remate, os partidários de Eduardo Kanguana apelaram à sociedade angolana a “despertar de forma mais célere, pois só as liberdades de expressão e de imprensa podem contribuir para a mudança de consciência na sociedade angolana, de modo a que, de forma inclusiva, todos os angolanos possam participar na vida política, económica e sócio-cultural do país”.

 

“W. TONET NÃO SERÁ A ÚLTIMA VÍTIMA

DO 27 DE MAIO DE 1977”, DIZ J. FRAGOSO


Outrossim, a Fundação 27 de Maio, na pessoa do seu vice-presidente instituidor, o general José Fragoso, repudio, energeticamente, a decisão do juíz Manuel  Pereira da Silva em condenar – mesmo sem provas – o jornalista angolano William Tonet.


“Uma vez que o jornalista aprovou a veracidade das notícias públicas e, sob o pedido do próprio ministério Público, o juíz simplesmente devia respeitar o que diz o código penal angolano”, disse José Fragoso, acrescentando que “a atitude do juíz descreve a debilidade do sistema jurídico do país”.


“A Fundação 27 de Maio apela às instâncias superiores a intervirem imediatamente contra a decisão infantil do juíz, no sentido de evitarmos situações menos abonatórias que possam perigar a paz e a reconciliação nacional. Pois, William Tonet é um dos sobreviventes do genocídio do 27 de Maio de 1977, protagonizado pelo MPLA”, avançou.


Para o também Presidente do Conselho de Administração desta instituição não organização governamental, o director do bisemanário Folha 8 não será a última vítima dos acontecimentos de 27 de Maio. “Por isso, mais uma vez alertamos as autoridade de anularem incondicionalmente está multa elevada, uma vez que este jornalista é pobre, e não tem onde tirar tanto dinheiro para liquidar este valor”, disse, justificando que “Tonet não é gatuno como os governantes do regime do MPLA”.

 

 

 
 
   
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