GUIA DE ACTIVISMO:
METODOS NÀO-VIOLENTOS E PREPARATIVOS PARA MANIFESTANTES CONTRA AS INJUSTIÇAS, MÁ GOVERNAÇÃO, CORRUPÇÃO, REPRESSÃO E CONTRA A DITADURA

- Adoptada no contexto angolano-
Como comportar-se e agir perante à repressão e o opressor
Durante o percurso da sua campanha você tem que cuidar da gestão de três tipos de recursos
apresentados tais como - humanos, materiais e tempo - você para implementar coloca
o plano em sentido inverso, mas você também irá prepara-lo para enfrentar as medidas da repressão que o seu adversário não vai deixar de usar.
Os métodos repressivos usados contra
um movimento de oposição são muitas e consistem
principalmente de pressão sobre seus membros e impedir ou
dificultar suas ações para evita-lo de agir de forma eficazr. Propomos, portanto, agora de aprender o máximo
possível para neutralizar a capacidade de seu adversário
para obstruir e controlar sua rede de comunicações interna e externa e, sua influência negativa sobre o moral de suas tropas: Se a moral dos activistas é alcançado e o adversário é capaz de antecipar todas  as ações de sua campanha, o movimento terá pouca chance de aplicação eficaz da sua estrategia não-violenta.
Os métodos repressivos de criar um clima de o medo, é um método frequentemente utilizado. O medo é uma reação que ocorre naturalmente em alguns circunstâncias,
quando o corpo e a mente se sentem ameaçados.
Despertar o medo é, portanto, uma ferramenta eficaz enfraquecer a capacidade de um movimento para agir. Então você vai aprender o que é medo, e como antenuar efeitos adversos através da comunicação e criar um clima de confiança dentro do seu movimento. Portanto, este é assuntos sérios, por isso sempre tenha em mente que não há vergonha em ser colocado na prisão por causa de seu compromisso com a liberdade e a democracia.

 
 

 

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Recordar Ricardo de Mello

23.01.2012
avo

No passado dia 18 de Janeiro completou-se mais um ano desde que o fio da vida de Ricardo de Mello (jornalista, director, fundador e proprietário do «Imparcial Fax») foi abruptamente cortado. Foi na noite de 18 de Janeiro de 1995que homens até hoje não identificados decidiram (sem vacilar)



cortar fria e firmemente o fio da vida de um jornalista de 38 anos de idade que se preocupava simplesmente com a dignidade de Angola, acreditava normalmente na sua missão e confiava exageradamente na pretensa democracia pós-91: Fernando Ricardo de Mello Esteves!

O assassinato do director do «Imparcial Fax», que teve como cenário um dos prédios situados na antiga rua Direita de Luanda, foi uma infeliz tragédia que revelou que ainda há pessoas em Angola que descem (e continuam a fazê-lo) tão baixo, ao ponto de manifestarem a sua discordância matando e que não aprenderam a discordar sem serem violentamente discordantes.


Ricardo de Mello incomodou, Ricardo de Mello desapareceu! Foi há 17 anos. Há políticos que querem que o nome do fundador e director do «Imparcial Fax», Ricardo de Mello, não mais seja invocado.

Contudo, quem for honesto, há-de convir que o pioneiro da imprensa privada em Angola, que está a passar por maus bocados, diga-se, foi um jornalista destemido, indomável e corajoso. Foi depois da sua morte que o panorama da Imprensa angolana passou a ser diferente. Disso devem lembrar-se os jornalistas angolanos e não só.

Ricardo de Mello incomodou, Ricardo de Mello desapareceu! Foi há 17 anos. A Direcção Nacional de Investigação Criminal, à época dirigida por Eduardo Sambo, jamais se preocupou verdadeiramente em deslindar o caso.


O jornalista foi extinto, afastado do nosso seio para sempre, mandado para o «país das cem ervas». Há quem considere que o devemos rebaixar, que devemos fugir até da presença da sua memória, que o excluamos da História dos nossos turbulentos tempos.

Ricardo de Mello incomodou, Ricardo de Mello desapareceu! Foi há 17 anos. Há jornalistas (?) angolanos e estrangeiros que tapam os ouvidos quando o nome do então director do «Imparcial Fax» é invocado.

Contudo, querendo ou não, tem de se admitir que Ricardo de Mello foi vítima de um sacrifício que abriu caminho para a existência dos semanários (à excepção do então Comércio Actualidade e do Correio da Semana) que hoje são editados e publicados na capital do país.

Ricardo de Mello incomodou, Ricardo de Mello desapareceu! Foi há 17 anos. Cuidemos, pois, de nunca esquecer que a sorte de todos pode estar em jogo.

Alguém conhece por aí o nome do próximo «Ricardo de Mello» em potencial? Seja ele quem for, e pode ser qualquer um de nós, tem direito à vida. Que disso se lembrem os que apertam o gatilho ou, e sobretudo, os que mandam apertar o gatilho.

Semanário Angolense
Sábado, 21 de Janeiro de 2012.

 

 

 

 

 
 
   
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