GUIA DE ACTIVISMO:
METODOS NÀO-VIOLENTOS E PREPARATIVOS PARA MANIFESTANTES CONTRA AS INJUSTIÇAS, MÁ GOVERNAÇÃO, CORRUPÇÃO, REPRESSÃO E CONTRA A DITADURA

- Adoptada no contexto angolano-
Como comportar-se e agir perante à repressão e o opressor
Durante o percurso da sua campanha você tem que cuidar da gestão de três tipos de recursos
apresentados tais como - humanos, materiais e tempo - você para implementar coloca
o plano em sentido inverso, mas você também irá prepara-lo para enfrentar as medidas da repressão que o seu adversário não vai deixar de usar.
Os métodos repressivos usados contra
um movimento de oposição são muitas e consistem
principalmente de pressão sobre seus membros e impedir ou
dificultar suas ações para evita-lo de agir de forma eficazr. Propomos, portanto, agora de aprender o máximo
possível para neutralizar a capacidade de seu adversário
para obstruir e controlar sua rede de comunicações interna e externa e, sua influência negativa sobre o moral de suas tropas: Se a moral dos activistas é alcançado e o adversário é capaz de antecipar todas  as ações de sua campanha, o movimento terá pouca chance de aplicação eficaz da sua estrategia não-violenta.
Os métodos repressivos de criar um clima de o medo, é um método frequentemente utilizado. O medo é uma reação que ocorre naturalmente em alguns circunstâncias,
quando o corpo e a mente se sentem ameaçados.
Despertar o medo é, portanto, uma ferramenta eficaz enfraquecer a capacidade de um movimento para agir. Então você vai aprender o que é medo, e como antenuar efeitos adversos através da comunicação e criar um clima de confiança dentro do seu movimento. Portanto, este é assuntos sérios, por isso sempre tenha em mente que não há vergonha em ser colocado na prisão por causa de seu compromisso com a liberdade e a democracia.

 
 

 

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Mfuka Muzemba absolvido por falta de provas

20.09.2011
avo

Lisboa – O   Secretário- Geral da JURA, Mfuka Muzemba e  os outros 26 detidos que com ele partilharam a cadeia da kakila, foram esta segunda feira absolvidos pelo Tribunal Municipal da Ingombota por faltas de provas.


Fonte: Club-k.net

 

Oficiais  da polícia faltaram com a verdade

Mfuka Muzemba  foi acusado por quatro agentes da Polícia Nacional  por alegadamente   instigar  alguns jovens à “insurreição”.  Durante a  audiência de sexta- feira,  o debate, em tribunal,  foi marcado por  contradição das declarações  policias que o acusaram.

 

“Eles foram   mal preparados  pelo governo  sobre a forma como deveriam incriminar o Mkufa, por isso  é que cada um deles  apresentou  versão diferente no  em tribunal.” Disse uma fonte que acompanhou o processo tendo acrescentando que “A defesa chegou a pedir a prisão do Intendente e Comandante da Esquadra da Ilha de Luanda,  Augusto José  Fernandes por ter mentido em tribunal, mas  o  juiz Adão Damião deu o pedido por indeferido.”

 

“As 26  pessoas que foram presas não eram manifestantes; eram na sua maioria pessoas que iam para hospital, mecânicos, ambulantes pelo que se constatou ter havido excesso da policia na sua detenção. A policia  não soube indicar qual dos jovens detido teria estado com Mfuka Muzemba” acrescentou a fonte que vimos fazer referencia.

 

Segundo a fonte “A UNITA partido,   não contava que o Mfuka seria absolvido  visto que o governo  dava  sinais em   condená-lo  para responsabilizar o maior partido da oposição como responsável das manifestações que ocorrem pelo país.”


De lembrar que na Quinta-feira passada, o Primeiro Secretario do MPLA, Bento Bento havia mencionado o nome de Mfuka Muzemba  como parte de uma coligação  que alegadamente conspira contra a governação do Presidente José Eduardo dos Santos.

 

“A coligação, que integra o Bloco Democrático, PP e alguns partidos ligados aos POC, e que tem como executivos mais dinâmicos o secretário-geral da Unita, Kamalata Numa, o secretário-geral da Jura, MFuka Fuakaka Muzamba, o advogado David Mendes e Justino Pinto de Andrade, pretende criar o caos social, impossibilitar a governação do MPLA e do Presidente.”, dizia o político do partido no poder.

 

Com a mesma retórica falou, dias  antes,  o Ministro do Interior, Sebastião Martins dizendo que  achava muito interessante a presença de Mfuka Muzemba, no grupo que havia sido detido pela policia. O governo através do Jornal de Angola através teria escrito que “o dirigente da juventude da UNITA, Nfuca Muzemba, foi detido no Largo Serpa Pinto, quando um pequeno grupo de arruaceiros cortava o trânsito e apedrejava viaturas da Polícia Nacional.”

 

De recordar que MFuka Fuakaka Muzamba foi detido  no largo Serpa Pinto, onde se deslocou para assistir o julgamento das vitimas do “3 de Setembro”. Horas depois caiu numa emboscada da Policia Nacional sob orientação de um suposto elemento da Segurança de Estado trajado a civil. Foi levado para uma cadeia de alta segurança nos arredores do Bengo tendo sido submetido a tortura psicológica, não obstante a um interrogatório por parte do Chefe do Serviço de  Inteligência Militar (SIM) , Zé Maria. Foi lhe perguntado se  tinha apoio da França e se saísse da cadeia iria fazer uma “mega-manifestação”.

 

 

Julgamento de líder da JURA marcado com depoimento contraditório de oficiais da polícia

 
   
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