Activista de direitos humanos é julgado amanhã em Cabinda |
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| O activista dos direitos humanos André Zeferino Puaty, detido desde 8 de Janeiro, vai ser julgado amanhã em Cabinda, anunciou a Associação Tratado de Simulambuco. |
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Puaty foi acusado de ter em seu poder o livro “O Problema de Cabinda Exposto e Assumido à Luz do Direito e da Justiça”, obra do advogado Francisco Luemba, também ele detido, depois do ataque verificado no início do ano contra a selecção togolesa de futebol. |
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nexplicavelmente, segundo aquela associação, André Puaty não será julgado com vários outros cidadãos detidos em Janeiro, como Luemba e o padre Raul Tati. Todos eles são acusados de terem consigo “documentos políticos com fins subversivos”, ou seja, documentação referente às pretensões de autodeterminação da província angolana de Cabinda. Não se sabe ainda quando é que serão julgados os demais detidos, que os activistas dos direitos humanos referem como “presos políticos”, cujo principal delito seria desejarem que a Cabinda seja reconhecido o direito a tornar-se independente. O advogado de André Puaty era inicialmente David Mendes, mas como desapareceu sem explicação o pedido de representação apresentado pelo causídico, foi nomeado para a defesa o advogado Luis Nascimento. Puaty, que era trabalhador da multinacional petrolífera Chevron, foi detido em casa na manhã de 8 de Janeiro, horas antes do ataque à selecção togolesa que ia participar no campeonato africano de futebol. A empresa empregadora acabou por lhe suspender o vínculo contratual. A “Protecção aos Defensores dos Direitos Humanos” vai ser um dos motes da concentração que a secção portuguesa da Amnistia Internacional promove na tarde de 25 de Maio, Dia de África, em frente do Consulado Geral de Angola em Lisboa, no bairro de Alcântara. Publico
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