"A Sonangol é uma empresa que tem as suas contas auditadas por empresas de reputação internacional", lembrou o ministro, sublinhando que isso é também um indicador importante de que é "uma empresa que cumpre com as regras internacionais" nesse domínio.
O ministro disse ainda que é motivo de regozijo o facto de a Sonangol publicar no seu site as contas auditadas, dos últimos exercícios.
Durante o processo negocial que envolveu o empréstimo do FMI a Angola, em 2009, denominado "stand by", no valor de 1,4 mil milhões de dólares, pago em tranches, para equilibrar a balança de pagamentos, uma das exigências do fundo foi a transparência das contas da petrolífera angolana.
As mesmas contas, sobre os dividendos do petróleo, levaram há alguns anos a um resfriar do relacionamento entre Luanda e o FMI, devido à sua alegada opacidade, que só foi retomado agora, em finais de 2009, com o empréstimo "stand by".
As contas da Sonangol só nos últimos dois a três anos é que começaram a ser publicadas no sítio electrónico da empresa.
Actualmente, Angola produz cerca de 1,8 milhões de barris de petróleo por dia, para um potencial de dois milhões, sendo a diferença a limitação imposta pela OPEP para controlo dos preços.
Angola é o maior produtor da África subsaariana, tendo ultrapassado a Nigéria no início de 2009.
Di ário Digital / Lusa |