Instituição alemã que trabalha em parceria com Amnistia Internacional junta activista Angolano no seu seio

Tal como o mundo a ONU também tem interesses em angola e vão fazendo o jogo da onça.
É comprometedor a existência no seio de uma organização como a ONU de pessoas que juraram cumprir defender
 image

os interesses de seus povos e direitos, quando dois dias depois já se transformam em defensores de causas criminosas. Numa altura em que , os maiores violadores dos direitos humanos e assassinos que a nossa história recente conhece , continuam por ser julgados, assim como os arquivos cheios de crimes deste regime continuam fechados á 7 chaves.

Vamos continuar a exigir a expulsão de Angola do seio da ONU

Somente, depois de ter passado dois anos e poucos naquelas que considero serem as piores cadeias do continente Africano, ter conhecido grandes assassinos e o verdadeiro rosto da ditadura angolana.

Não hesitei em aceitar o convite hoje, para ser membro de uma instituição que trabalhe em parceira com a amnistia internacional.

Vou continuar a escrever, denunciando e criticando positivamente, dando a minha cara, como sempre, porque sei que nesta luta felizmente não estou só.

Vou abrir a minha cabeça e consciência para a importância máxima de estarmos sempre atentos para os perigos que os déspotas, que lotam o mundo impõem através de suas afiadas baionetas e suas leis que somente defendem seus próprios interesses.

Este é o sinal que me motiva lutar em busca da justiça

Tenho conhecimento de tanto crime praticado, por certas figuras ligadas ao actual regime e este foi o sinal para que eu me inteirasse ainda mais sobre os temas defendidos por estas instituições de utilidade pública internacional.Hoje, não sou leio e interpreto seus relatórios, como também a divulgo e comento suas acções.

O facto de aceitar o convite não me faz num recém activo aos cuidados das torturas, prisões e mortes banais, aguçou antes pelo contrário, o meu senso de cobrança pela verdade e justiça.

Todo ser humano que viva numa nação que se diz civilizada, precisa ser julgado quando seus actos fogem a normalidade de um povo; quando há a transgressão das leis locais ou até mesmo das leis mundiais.

Quem conhece bem o estado da nossa justiça sabe perfeitamente que ela, além de frágil é farsa e dúbia.As leis não podem e nem devem ser os interesses do presidente e seu partido.Traduzindo em miúdos, a justiça deve ser cega, mas não pode ser jamais surda, muito menos muda como é em Angola.

Como disse, e repito; é completamente tendenciosa, execrável e na maioria das vezes com dois pesos e duas medidas.Angola é um país que se diz democrático, o que não é verdade, porque pratica actos piores que selvagens, contra seu povo e utiliza da barbárie como constituição nacional.

Que julga ao seu bel prazer, todo aquele que não concorda com as resoluções impostas pelo sistema ou critica, o regime mascarado e musculado.Estive preso em Angola dois anos e poucos e conheci bem, aquilo que significa justiça na nossa terra, onde continua a ser morta tanta gente, principalmente em Cabinda, Lundas e um pouco por todo o país.

A morte será sempre, a morte instituição, mais indesejada pela vida, muito embora seja a conseqüência natural de todos.É difícil de imaginar que na era das tecnologias modernas e dos milagres da ciência alguém seja morto, como acontece em Angola.Apenas porque não concorda com o regime e pior ainda, porque pensa diferente da minoria ou maioria.

J.E.S / MPLA continua a proteger pessoas com crimes que lesam a humanidade.

Minha única opinião como activista é simples: Se alguém o comete de ser castigado exemplarmente, e não beneficiando de promoções como acontece até nos dias de hoje.

Por vezes fica-se com a idéia de que, o crime compensa na nossa terra, se levarmos em consideração o número que pessoas que têm várias mortes em sua conta e que mesmo assim, ocupam cargos de extrema importância neste governo.

Existem provas documentais e testemunhos que nos pedem segredo para não sofrerem represálias. Basta olharmos para o horizonte e termos uma idéia e visão completa de quantas pessoas já foram mortas em Cabinda e noutras regiões do país por este regime.

Também fica-se com a ideia de que a pena de morte ainda existe , embora não oficialmente.Não sou a favor ,mais isso pouco adianta , se ela já existe clandestinamente na nossa terra ?

Também sabe-se que chefes há , que parecem já decretarem a hora , o dia e quem deve ser morto , geralmente opositores , críticos do regime e para isso , sempre existem vários truques.A maior preocupação da amnistia Internacional , está cima de tudo em casos de flagrantes desrespeitos á dignidade e aos direitos humanos .Constata-se que em Angola há pessoas que estão presas e que até morrem somente porque discordam dos métodos de um tirano , de nome;

José Eduardo Dos Santos

Enquanto em Angola, continua intacta a máquina repressiva, a ONU num gesto pouco comum, vai deixando-nos a idéia, de estar a estender suas mãos, ao regime ditatorial, estimulando suas acções, que já lesam a humanidade.Essa aceitação no seu seio, de um dos regimes mais ditatoriais dos últimos quase 40 anos, esperamos que não viesse a ser o jogo da onça.

Alguém dizia: (Uma das melhores formas de controlar e conhecer melhor o assassino era o convívio permanente com o mesmo).Se calhar é este, o jogo que a ONU pretende com o regime sob gestão de Eduardo Dos Santos.Em Angola existem valas comum em várias regiões do país, que a própria ONU nunca os mandou investigar.

Quem esteve no campo de tortura do Tari nos anos 77 / 78 até antes de Setembro de 1979, creio que ainda se recorda, das listas que apareciam e das pessoas que eram escolhidas á dedo por aquele que eu continuo a considerar, como um dos maiores assassinos privilegiado do regime.

Estou a referir-me exatamente ao senhor Dumilde Chagas Rangel que nós habitualmente chamávamos de Namby.

Se calhar para o mesmo valeu pena

Pois talvez de outra forma, não teria atingido os cargos que depois foi assumindo, dentro de um regime, onde ser criminoso continua a ser grande oportunidade para promoção se comparando com a carreira de outros assassinos hoje fingidos de grandes patriotas.

Mas como podemos acreditar em qualquer projecto político progressista ou desenvolvimento oriundo desses elementos?Precisamos denunciar sempre e não podemos nos cansar jamais desta luta eterna, em busca da igualdade, da fraternidade e da liberdade.

Fernando Vumby

Fórum livre Opinião & Justiça